Mostrando postagens com marcador Terreiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terreiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 04, 2015

Ser Umbandista

13 REGRAS BÁSICAS PARA O MÉDIUM SE ADEQUAR AO TRABALHO DE SEU TERREIRO

1- Trabalhar com amor, pois, sem amor, não existe Umbanda!

 2- Deixar seus problemas pessoais de lado quando for trabalhar em dias de atendimento ao público; neste dia, você é um instrumento de Olorum e deve praticar, sim, a caridade de não vibrar energias negativas durante o trabalho e, acima de tudo, confiar em sua espiritualidade com alegria e a certeza de que tudo dará certo em sua vida.

3- Ter zelo pelo terreiro que o acolheu, pois este terreiro é o seu lugar santo, onde poderá sempre buscar Axé, proteção e tudo mais o que se busca no lado espiritual.

4- Respeitar os dirigentes do terreiro, pois, sem eles, não haveria trabalho e nem terreiro para você praticar sua espiritualidade.

5- Não tenha melindres e nem busque conflitos dentro do terreiro, quem sai prejudicado sempre é você.

6- Não tenha preguiça, a preguiça é a armadilha para que você não faça o que lhe foi determinado e fique com os campos abertos para qualquer energia negativa entrar em sua vida.

7- Não julgue e nem despreze irmãos de corrente, pois desestrutura o trabalho do terreiro e causa conflitos desnecessários que não levam a nada, só ao negativismo e à intolerância entre irmãos.

8- Confie plenamente nos trabalhos do terreiro e nas decisões de quem os comanda, caso não seja possível, procure outro terreiro que se afinize com sua verdade de trabalho e sua filosofia.

9- Lembre-se que você não é mais importante ou mais especial que ninguém, você é um trabalhador que deve se colocar em sua posição e assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas. Quando isso ocorre, não terá tempo para criticar o trabalho alheio e será um trabalhador eficiente e de confiança dos dirigentes do terreiro.

10- Estude muito! Porém, não confunda conhecimento com sabedoria. Você pode estudar por anos a fio e só será sábio mesmo se usar estes conhecimentos adquiridos para sua vida e nunca para diminuir os irmãos ou os dirigentes que não seguiram sua linha de estudo, mas que trabalham com dedicação e com muito amor, os tornando sábios em seus afazeres.

11- Siga sempre a hierarquia de trabalho de seu terreiro, não queira fazer mais do que lhe mandaram, pois, com certeza, estará entrando no campo de outro irmão que também estará cumprindo seus afazeres.

12- Em um terreiro, não existe quem faz mais ou quem faz menos. A partir do momento que você achar que um irmão está fazendo menos, com certeza seu ego está achando que você está fazendo muito melhor e muito mais do que devia fazer. Seja mestre naquilo que lhe foi designado e deixe os irmãos evoluírem conforme seus ritmos naturais.

13- Médium é mediador, portanto, ele é um meio entre este mundo e o outro e jamais deverá colocar seu racional e suas vontades acima da vontade de Deus e suas divindades, e sempre terá que entender que são instrumentos e não o poder em ação.

Com estas simples regras, notaremos uma melhora sem igual tanto para cada médium, como para a corrente de trabalho como um todo de um terreiro.

                                                                                  Autor: Marcel Oliveira – Sacerdote Umbandista.

sexta-feira, outubro 17, 2014

Aprendendo Sempre: A bebida e a Comida na Umbanda

Segunda a história do Mestre Jesus na Bíblia Sagrada, um dia antes de sua prisão Cristo realizou uma ceia onde reuniu seus apóstolos proferindo as seguintes palavras:
Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 
(1 Coríntios 11:24)
Este cálice (vinho) é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
(1 Coríntios 11:25)



 Lendo estas belas passagens da Bíblia Sagrada, podemos entender em uma visão livre da Igreja Católica – e livre de qualquer Igreja que tem como base a Bíblia ou Cristo – que a Santa Ceia foi um ritual “Mágico” na qual Mestre Jesus ensinou aos apóstolos um ritual para que eles pudessem se conectar à força espiritual de Cristo que vos levaria a Deus.
Neste ritual, Cristo transforma o pão em sua carne e o vinho em seu sangue, ambos elementos sagrados que purificariam e uniriam seus apóstolos ao amor e fé do Mestre Jesus. Mas, olhando com atenção esse ritual, Cristo transforma simples alimentos em componentes mágicos, assim despertando o lado sagrado da vida, o lado sagrado do alimento, da bebida, da união.
Agora, com isso em mente, voltamos nossa atenção para os rituais de Umbanda e seus rituais tão criticados sem fundamento.
Temos as famosas e criticadas oferendas, na qual muito se fala em desperdício de alimento, que são oferecidas às Divindades (Orixás) para “n” motivos que os seres humanos necessitem no momento e, se assim posso me aventurar, associo as oferendas de alimentos ou as mesas feitas dentro dos Terreiros de Umbanda com alimentos que homenageiam os Guias como a Santa Ceia, pois o mesmo ato que Cristo teve ao consagrar aquele alimento aos seus apóstolos, também nós fazemos com os alimentos e bebidas em nossas oferendas; nós as consagramos aos Orixás, pedindo que irradiem suas energias vivas e divinas para que possam ser direcionadas em nossas vidas, nos trazendo paz, conforto, amor, entre outros sentimentos.
Mas também é importante frisar que toda oferenda ou mesa pode e deve sim ser aproveitada pela comunidade ou pelo Terreiro, assim não desperdiçando o axé ali imantado.
Da mesma forma que a oferenda foi associada à Santa Ceia, associo também a bebida que os Guias bebem com o cálice que Cristo ofereceu aos seus apóstolos.
No momento que Cristo oferece o vinho a todos, ele consagra e transmuta o vinho, virando assim uma bebida purificadora e assim também é nos Terreiros de Umbanda, pois quando um Guia pega seu copo e faz seus rituais de consagração, nesse momento aquela bebida deixa de ter um significado pejorativo e passa a se tornar um líquido mágico, composto por energias fortes, capazes de purificar energias densas internas tanto do médium incorporado como do consulente em atendimento.
Não quero causar discussões com esse texto, pois os Guias de Umbanda bebem por um fundamento já difundido na Umbanda e não porque Jesus o fez. As oferendas por si antecedem o nascimento de Cristo e sempre foram um ritual de agradecimento que hoje na Umbanda também já é fundamentada e bem difundida no meio.
O que quero passar nesse texto é que o julgamento entre as religiões e seus rituais são fúteis e sem base no estudo, pois facilmente podemos conectar pontos de rituais, doutrinas e crenças, como fizemos na história da Santa Ceia com o que acontece nos Templos de Umbanda.
Nós, umbandistas, somos cristãos, pois seguimos e admiramos os ensinamentos de Cristo e, além disso, respeitamos todas as religiões. Antes de criticar qualquer ritual de nossa religião, olhe e estude a sua religião, pois muito do que se fala pode ser uma inversão de valores.
                                      
                                                                                                                       Por Nikolas Peripolli

 
 

domingo, agosto 10, 2014

Aprendendo Sempre - Os Cambones

Cambone é uma atividade exercida nos terreiros de Umbanda e que merece uma atenção especial dada a sua importância como auxiliar das entidades, dos médiuns e dos dirigentes do Terreiro.
Como auxiliar das entidades, cabe ao cambone ser o interprete da mensagem entre a entidade e o consulente, além de um defensor da entidade e da integridade física do médium. Cabe a ele cuidar do material da entidade, orientar o que acontece em sua volta e também ajudar o entendimento do consulente, pois a linguagem do espírito nem sempre é entendida, mas ao cambone fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do espírito que ele serve.
Por outro lado a posição do cambone nem sempre é confortável pois algumas vezes cabe a ele fiscalizar também o comportamento da entidade que, se por uma razão ou outra, fugir da normalidade deve imediatamente avisar a direção do terreiro. O limite da intimidade do consulente com o espírito ou o médium deve ser fiscalizado pelo cambone para evitar mal entendidos e desajustes de informações. Finalmente ao cambone é dada uma oportunidade especial de conhecer mais a Umbanda e a forma das entidades trabalharem porque seu contato é direto. Como o cambone tem como obrigação ouvir o que o espírito ouve e fala, seu conhecimento, em cada consulta, aumenta consideravelmente.
Quando eu comecei na Umbanda fiz questão de ser cambone e desempenhei esse papel durante muito tempo e posso afirmar que até hoje ele tem uma importancia direta no meu comportamento como médium e Pai de Santo.
Apenas como informação a quem quiser, estamos divulgando um aviso aos cambones do Terreiro do Pai Maneco elaborado pela Mirtes Rodrigues, responsável como assistente dos cambones na gira que dirijo.

Funções

  • Servir a entidade e ao médium
  • Colaborar material e espiritualmente com o médium e com a entidade, antes, durante e depois do trabalho.
  • Orientar o consulente quando não entende, banhos, entregas, novas consultas, vibrações e o que for necessário.
  • Prestar muita atenção na consulta, para não ser infringida nenhuma regra ou regulamento da casa, e notando alguma anormalidade deve ser comunicado a chefe de cambono ou à hierarquia e, conforme o caso, o pai-de-santo.
  • Deve apresentar honestidade e sigilo absoluto, não devendo nunca contar a ninguém o teor das consultas.
  • Não pode incorporar quando está atendendo a uma entidade, exceto quando autorizado pela entidade a quem estiver servindo.

Antes e durante os trabalhos:

  • Levar todo material da entidade para seu respectivo lugar no terreiro (pemba, velas, ponteiros, bebida, fósforo, tabua, charutos, palheiros, cigarros, ervas, e eventuais outros materiais)
  • Servir a  entidade em tudo que ela precisar.
  • Não deixar de ouvir, mesmo que por solicitação do consulente, as consultas feitas às entidades e as respostas por elas dadas. Em caso de determinação da entidade para se afastar durante uma consulta, avisar imediatamente o pai-de-santo ou a entidade que nele estiver incorporada.
  • Durante a vibração, ficar atento à entidade e ao trabalho que ela realiza, sem contudo ser necessário ficar ao lado da entidade, a não ser que a mesma solicite.
  • Autorizado o atendimento, enquanto risca o ponto e firma seu trabalho, fornecendo-lhe os materiais necessários.
  • Conversar com a entidade quanto ao numero de consultas e o tempo disponível, sendo que ele não pode dizer para ao consulente.

Após os atendimentos:

  • Conversar com a entidade, pedindo orientações quanto ao destino das sobras de material utilizado.
  • Levantar o ponto riscado da seguinte forma: retirar ponteiros, velas e outros materiais do ponto, e jogar cachaça sobre o ponto riscado, em forma de cruz, e com as mãos, apagar o ponto riscado. Depois pode retirar do local e limpar na torneira da pia com água.
  • Guardar e recolher o material, deixando o local limpo.

Orientações gerais:

  • Ao se locomover pelo ambiente do ritual não furar nem costurar a corrente, evitando bater nos médiuns.
  • Ao afastar-se da função, seja por um período ou não, auxiliar o novo cambono, passando orientações a respeito do trabalho com as entidades.
  • Não aproveitar-se da função para fazer consultas em nome de parentes, amigos, sobrecarregando o trabalho das entidades.
  • Não manter diálogo com  assistência.
  • Qualquer dificuldade em orientar os consulentes, pedir auxilio a hierarquia
  • Não atrapalhar o encerramento dos trabalhos levantando o ponto ou guardando os materiais.
  • Durante a abertura e encerramento dos trabalhos, todos devem estar na corrente.

Cambones:

  • Servir também é um aprendizado.
  • O trabalho do cambone  é tão importante quanto ao do médium e entidade.
  • A responsabilidade mediúnica do cambone é tão importante quanto a de qualquer outro médium.
  • O médium que camboneia, não atrapalha seu desenvolvimento. A experiência como cambono lhe é importantíssima no aprendizado.
  • Orientar a entidade quanto aos cuidados com o médium.
  • Avisar de qualquer situação constrangedora a hierarquia.
  • Levantar o perfil das entidades, visto que quem esta de fora, tem maior percepção e entendimento da entidade.

terça-feira, abril 29, 2014

OGUM - Programa Especial

O vídeo abaixo é parte de uma série de reportagens que o programa Fantástico da Rede Globo apresentou chamada "Êxtase - Ritos Sagrados".
Neste programa, Ogum.
Saravá à todos.