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sexta-feira, abril 24, 2015

São Jorge - Ogum: Lenda e Sincretismo


São Jorge é padroeiro dos escoteiros e patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia e Lituânia. Embora não seja mais considerado santo pela Igreja Católica, seu culto é autorizado pela tradição e fé em todo o mundo. Seu dia é comemorado em 23 de abril.

Um pouco de História - Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade – qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE ?”. Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade.”
Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: “Não, imperador! Eu sou servo de um Deus vivo! Somente a Ele eu temerei e adorarei”. E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.  Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

Lenda - Um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe oferecia m jovens vítimas, pegas por sorteio. Um dia, coube à filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge!
O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
 
Datas Marcantes –  No século XII, a arte, literatura e religiosidade populares representam São Jorge como soldado das cruzadas, com manto e armadura com cruz vermelha, nobre, num cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.
Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.  Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.
A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No Séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para São Sebastião e São Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de São Jorge.
A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tor nou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge…  Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge. E foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge padroeiro da Inglaterra até hoje.
Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos. As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.

Cassado – Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção. O Sr. Cardeal Dom Eugenio Sales, assim se pronunciou: “A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo”. Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.

Sincretismo - No Brasil, o simbolismo de guerreiro acabou ocasionando, nos rituais umbandistas, a aproximação de Ogum com São Jorge (Rio de Janeiro) e Santo Antônio (Bahia). Trazido pelos negros escravos do Golfo da Guiné, mas com raízes mitológicas já presentes no sul da
Europa, Ogum é o porto seguro, o senhor da lei e vencedor das demandas, o protetor daqueles que lidarão com a agricultura e os instrumentos de trabalho manuais, assim como diante das batalhas contra o opressor. 
 
Altar de Ogum na Aldeia do Sultão
 
ORAÇÃO A SÃO JORGE

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem h umildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós

Umbanda, eu curto!

segunda-feira, março 30, 2015

A missão de um Sacerdote.

Uma missão espiritual, mediúnica e sacerdotal, na maioria das vezes, é um compromisso assumido antes de encarnar. Uma missão como esta deve ser algo que dê um sentido para sua vida e para sua encarnação. É servir a algo maior que nós mesmos. Ter uma missão é sentir que existe algo muito especial a ser realizado por nós nesta encarnação. Claro, todos nascem com algo para realizar em vida. No entanto, o sacerdote nasce com a missão de conduzir e orientar pessoas.
Muitos se perguntam como saber ou ter certeza que têm mesmo esta missão? É muito simples, podemos começar dizendo que nunca será uma obrigação. Uma missão como esta é algo sentido no coração, é algo que se deseja e quer realizar, sem esperar nada em troca. Uma missão sacerdotal deve ser sempre um virtuosismo e, claro, “a virtude não espera recompensa”.  A missão sacerdotal é uma missão consigo mesmo, com o Astral, seus Guias, Orixás e com a Umbanda.
Mas antes de descobrirmos uma missão sacerdotal, em primeiríssimo lugar, descobrimos aptidão, interesse e inclinação pela espiritualidade para depois nos identificarmos com a mediunidade. Portanto, antes de conhecer e trabalhar sua missão sacerdotal, é preciso conhecer e trabalhar sua missão mediúnica. Estamos falando da Umbanda, uma religião mediúnica em que os sacerdotes são médiuns de incorporação. Apenas depois de alguns anos trabalhando como médium de incorporação desenvolvido o suficiente para dar passe e consulta, é que este umbandista pode assumir uma missão sacerdotal, o que deverá ser determinado e/ou confirmado por seus Guias espirituais. Mas não basta apenas este médium incorporar um Caboclo ou Preto Velho; antes de assumir uma missão sacerdotal, este médium deve incorporar os valores deste Caboclo, do Preto Velho, da Criança, etc.
O médium deve antes ser ele mesmo quem mais recebeu ajuda destes Guias, para então assumir uma missão junto dos mesmos para ajudar a muitos mais.  Sabemos que a missão mediúnica umbandista passa obrigatoriamente pelo fundamento mais básico da religião, muito bem definido por Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas: “a manifestação do espírito para a prática da caridade” e “ensinar a quem sabe menos e aprender com quem sabe mais”.  Mas, não podemos esquecer que cada um dá o que tem, cada um faz o que pode e cada um é o que é. Não se espera melancias num pé de laranjas.  Mas também podemos dizer que Deus capacita os escolhidos e que todos são chamados, escolhidos são os que se dedicam mais.
O que quero dizer é que fazer a caridade é importante, ajudar o próximo é bom, mas antes deve-se ajudar a si mesmo se tornando alguém melhor para si e para o próximo. Precisamos entender o que é a caridade, pois esta mesma caridade tem sido objeto de vaidade, quando muitos acreditam estar comprando um pedaço do céu com a sua “caridade”. A maior caridade que podemos dar e receber é a consciência de nossa vida e da realidade que nos cerca. Costumam alegar que incorporar espíritos para evoluir é caridade, como uma obrigação de trabalhar na Umbanda para evoluir, ou trabalhar com espíritos para que eles possam evoluir. Como se não houvessem outras formas e meios de nós ou os espíritos evoluírem.
Num primeiro momento, pode até parecer uma verdade, que esta é a missão: evoluir. No entanto, com o tempo, passa a ser moeda de troca; estamos barganhando nossa evolução e comprando um pedacinho do céu, ou de Aruanda, por meio de uma obrigação, ou trabalho forçado.
O ponto é que uma missão é algo que você faz sem esperar nada em troca, nem evolução, nem pedaço do céu, nem nada. Missão é algo que fazemos de graça e assim é com nosso Guias também, que trabalham por amor a nós e ao próximo. Mesmo as entidades de menos luz, quando estão trabalhando, é porque receberam algo de bom e querem compartilhar. Na Lei e na luz não se barganha, não se negocia doação ou entrega.
Me lembro de ter ouvido uma história em que um homem muito doente, ao ser tratado por Madre Tereza de Calcutá, lhe disse assim: “Madre, eu não faria este seu trabalho por dinheiro nenhum no mundo!”, ao que ela lhe respondeu: “Eu também não!”. Nenhum dos grandes mestres da humanidade, dos grande missionários, fizeram nada esperando algo em troca.
Por isso, uma missão é sempre um AMOR, algo que é inexplicável para quem não tem, não sentiu ou não viveu.  O sacerdote é quase sempre alguém que sente em seu coração que já recebeu muito da religião, que aprendeu, cresceu, viveu, se levantou e quer de alguma forma retribuir.
Mãe Zilméia de Moraes, filha carnal de Zélio de Moraes, dizia que a única diferença entre ela a os médiuns da corrente era a responsabilidade. O sacerdote é um médium de incorporação com mais responsabilidade, com mais atribuições.  O sacerdote, em sua missão, vai atuar como mestre e orientador e, dentro desta missão, talvez, o mais importante que ele tenha a realizar é ajudar cada um dos seus médiuns a encontrarem seus mestres pessoais. A grande missão deste sacerdote é criar ambiente e condições para que cada médium de incorporação consiga um contato real e verdadeiro com seus Guias espirituais. A missão do mestre pessoal, dos Guias espirituais, é ensinar seu médium a tornar-se mestre de si mesmo, o que quer dizer simplesmente ajudá-lo a aprender com a vida.
Quando chegar neste ponto, o médium não precisa mais de sacerdote, nem de religião. Ele abandona todas as muletas espirituais, deixa de ser um pedinte e então descobre que está na Umbanda por amor e não por necessidade, muito menos por obrigação.
A missão do sacerdote não é brincadeira e não pode ser banalizada ou profanada. Entre outras atribuições, podemos dizer que a missão do sacerdote é conhecer a si mesmo, conhecer melhor o ser humano, ser feliz, se autorrealizar e ajudar a todos em sua volta nestas mesmas questões.

quarta-feira, março 04, 2015

Ser Umbandista

13 REGRAS BÁSICAS PARA O MÉDIUM SE ADEQUAR AO TRABALHO DE SEU TERREIRO

1- Trabalhar com amor, pois, sem amor, não existe Umbanda!

 2- Deixar seus problemas pessoais de lado quando for trabalhar em dias de atendimento ao público; neste dia, você é um instrumento de Olorum e deve praticar, sim, a caridade de não vibrar energias negativas durante o trabalho e, acima de tudo, confiar em sua espiritualidade com alegria e a certeza de que tudo dará certo em sua vida.

3- Ter zelo pelo terreiro que o acolheu, pois este terreiro é o seu lugar santo, onde poderá sempre buscar Axé, proteção e tudo mais o que se busca no lado espiritual.

4- Respeitar os dirigentes do terreiro, pois, sem eles, não haveria trabalho e nem terreiro para você praticar sua espiritualidade.

5- Não tenha melindres e nem busque conflitos dentro do terreiro, quem sai prejudicado sempre é você.

6- Não tenha preguiça, a preguiça é a armadilha para que você não faça o que lhe foi determinado e fique com os campos abertos para qualquer energia negativa entrar em sua vida.

7- Não julgue e nem despreze irmãos de corrente, pois desestrutura o trabalho do terreiro e causa conflitos desnecessários que não levam a nada, só ao negativismo e à intolerância entre irmãos.

8- Confie plenamente nos trabalhos do terreiro e nas decisões de quem os comanda, caso não seja possível, procure outro terreiro que se afinize com sua verdade de trabalho e sua filosofia.

9- Lembre-se que você não é mais importante ou mais especial que ninguém, você é um trabalhador que deve se colocar em sua posição e assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas. Quando isso ocorre, não terá tempo para criticar o trabalho alheio e será um trabalhador eficiente e de confiança dos dirigentes do terreiro.

10- Estude muito! Porém, não confunda conhecimento com sabedoria. Você pode estudar por anos a fio e só será sábio mesmo se usar estes conhecimentos adquiridos para sua vida e nunca para diminuir os irmãos ou os dirigentes que não seguiram sua linha de estudo, mas que trabalham com dedicação e com muito amor, os tornando sábios em seus afazeres.

11- Siga sempre a hierarquia de trabalho de seu terreiro, não queira fazer mais do que lhe mandaram, pois, com certeza, estará entrando no campo de outro irmão que também estará cumprindo seus afazeres.

12- Em um terreiro, não existe quem faz mais ou quem faz menos. A partir do momento que você achar que um irmão está fazendo menos, com certeza seu ego está achando que você está fazendo muito melhor e muito mais do que devia fazer. Seja mestre naquilo que lhe foi designado e deixe os irmãos evoluírem conforme seus ritmos naturais.

13- Médium é mediador, portanto, ele é um meio entre este mundo e o outro e jamais deverá colocar seu racional e suas vontades acima da vontade de Deus e suas divindades, e sempre terá que entender que são instrumentos e não o poder em ação.

Com estas simples regras, notaremos uma melhora sem igual tanto para cada médium, como para a corrente de trabalho como um todo de um terreiro.

                                                                                  Autor: Marcel Oliveira – Sacerdote Umbandista.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

CABOCLOS - Parte 02



Como, por exemplo: - Linha de Caboclos Sete-Montanhas, regidos por Xangô, - Linha de Caboclos Sete-Espadas, regidos por Ogum e assim por diante.A última religião de um espírito pouco importa, pois na Umbanda ele reverenciará os Orixás aos quais já servia, só que com outro nome. Afinal, Deus é único, o Trono regente do nosso planeta em seu todo também é único. E os quatorze Tronos Planetários Naturais (os nossos Orixás) também são únicos, ainda que sejam cultuados com muitos nomes.Embora existam diferenças entre os nomes encontrados para as entidades, em relação as suas Vibrações Originais, apresentamos a seguir uma relação:

Caboclos de Ogum:
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, Rompe-Ferro, Rompe-Aço.
Caboclos de Xangô:
Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Jaguar, Rompe-Serra, Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur.
Caboclos de Oxossi:
Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, Folha Verde, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas.
Caboclos de Omulu:
Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, Iucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d’água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania.
Caboclas de Iansã:
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira.
Caboclas de Iemanjá:
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente
Caboclas de Oxum:
Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê. 
Caboclas de Nanã:
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassu. 
Divisão e Falanges
Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas vibrações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua.
Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxossi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porém em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, também é preciso falar que existem os chamados cruzamentos vibratórios em que uma entidade de Ogum, por exemplo, podem trazer também as forças de outro orixá, como Ogum Yara que além das forças de Ogum, movimenta também as forças dos Orixás das águas, como Yemanjá, Oxum etc. Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxossi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxossi.

Vejamos alguns exemplos de Caboclos de Oxossi: Caboclo Sete Flechas, Caboclo Folha Seca, Caboclo Pena Vermelha, Cacique das Matas, Caboclo Cobra-coral, Cabocla Jurema, Cabocla Jacira, Caboclo Ventania, Caboclo Caçador e outros.
Na linha de Ogum temos: Ogum de Lê, Ogum Beira-mar, Ogum Matinata, Ogum Sete Ondas, Caboclo Biritan, Ogum Megê, Ogum Sete Espadas e mais uma plêiade de espíritos que vêm sob essa vibração.
Entre os caboclos de Xangô temos muitos caboclos famo­sos, como Caboclo das Sete Pedreiras, Caboclo Vira-mundo (que vem como Xangô ou Oxossi), Xangô Kaô, Caboclo Pedra Branca, Caboclo da Pedra Preta etc.
Para citar alguns da linha de Oxalá, que dificilmente baixam, temos Caboclo Ubiratan, Caboclo Girassol, Caboclo Ipojucan, Caboclo Guaracy e Caboclo Tupi. Esses caboclos, normalmente, vêm fazendo cruzamento vibratório com outros orixás, especialmente com Oxossi.Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores.
Influência, ação e função na Umbanda
Os caboclos constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de cura através de ervas e simpatias, pois são profundos conhecedores das ervas medicinais e de suas propriedades espirituais, assim como suas propriedades terapêuticas para o tratamento de muitos males, desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, repressão a espíritos malévolos, principalmente eguns, demandas materiais e espirituais, são grandes passistas e os resultados de seus trabalhos aparecem muito rapidamente.
      
                                                                                                 por Débora Caparica

quarta-feira, janeiro 28, 2015

CABOCLOS - Parte 01

                                                                                                             por Débora Caparica


A marca mais característica da Umbanda, religião surgida no final do século XIX e início do século XX é a manifestação de entidades, por meio da mediunidade de incorporação. Os primeiros espíritos a “baixar” nos terreiros de Umbanda foram os caboclos e pretos velhos, a seguir surgiram outras formas de apresentação como as crianças, conhecidas como erês. Essas três formas, crianças, caboclos e pretos velhos, são consideradas as principais, representando as três fases da vida – a criança, o adulto e o velho – mostrando a dialética da existência. Além disso, trazem valores arquetipais de pureza e alegria na criança, simplicidade e fortaleza no caboclo e a sabedoria e humildade dos pretos velhos, mostrando o caminho para a evolução espiritual.
Com a expansão da Umbanda, muitas outras entidades apareceram, como os baianos, boiadeiros entre outros, sem falar dos Exus. A Umbanda cresceu porque soube levar em seu círculo de sabedorias ensinamentos de outras religiões. Assim a Umbanda se acresceu de pontos cantados, orações, defumações, etc. Essa diversidade confirma a abrangência desse movimento espiritual que chama a todos e recebe seres encarnados e desencarnados, com vibrações de fraternidade e amizade sob a luz de Oxalá. Em nosso trabalho trataremos mais especificamente, das entidades conhecidas como Caboclos, invariavelmente presentes nos terreiros de Umbanda, praticando a caridade e cumprindo sua missão espiritual. A influência dos caboclos dentro da Umbanda é tão grande, que talvez não existisse Umbanda sem eles. Que todos os caboclos nos iluminem e nos guie rumo à paz maior.
Os Caboclos
A palavra caboclo vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre, acobreado. Podendo também designar o mestiço de branco com índio ou mulato, tem na Umbanda significado diferente, são espíritos que se apresentam como índios. Muitos que hoje se apresentam nos terreiros foram pajés, velhos curandeiros ou magos, tanto que são utilizados em trabalhos de cura através de ervas, demandas espirituais, pois foram hábeis guerreiros. Acresce ainda, que sob a forma fluídica de um índio, se esconde muitas vezes um padre, um missionário, um pacificador indígena, um bandeirante ou um médico, cujas primeiras existências humanas, foram como silvícolas. Dada essa relação dos caboclos com os indígenas, e aproximando esse fato ao Orixá Oxossi, que na África é cultuado como Odé, o caçador, o Senhor das Florestas, conhecedor dos segredos das matas e dos animais que lá vivem. Os caboclos são entidades fortes e viris, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas alguns tem dificuldade de se expressar em nossa língua, são sérios, mas gostam de festas e fartura, dançam muito e gostam de cantar.
Relação com os Orixás
Primeiramente o que é Orixá? O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza. A harmonia só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes planetas. Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias. Vivendo no planeta terra, o homem convive com leis desde sua origem e evolução, leis que mantém a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos. O fogo, o ar, a terra, e a água são os elementos primordiais que combinados, dão origem a tudo que nossos corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos. Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades Espirituais que vão desde os elementais até aos espíritos superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho constante de criar, manter e transformar a dinâmica evolutiva da vida no planeta terra. A essas energias de alta força vibratória chamamos Orixás, usando um vocábulo de origem Yorubana. Na Umbanda são tidos como maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. Os caboclos, profundos conhecedores das forças da natureza estão ligados aos Orixás através dessas energias das quais fazem uso para os trabalhos. Para quem vivencia o terreiro, que há anos luta as batalhas espirituais e já viu os caboclos vencendo as demandas, afastando entidades negativas, tratando doenças que a medicina muitas vezes não resolve e dando lições de simplicidade, humildade, coragem e persistência, traz uma sensação de alegria que enche o coração, renova o ânimo e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. É também do linguajar de caboclo, que não cai uma folha da jurema (da mata), sem ordem de Oxalá, ou seja, que tudo na vida tem motivo e que nossas ações são registradas na lei de causa-e-efeito, ou lei do karma. Mas isso não significa ficar passivo, esperando o pior acontecer. Os Caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. No que é possível, os caboclos nos ajudam a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas). Essa postura é evidenciada em vários pontos. Na Umbanda a linha de Caboclo e a linha de Preto Velho, são as únicas fundamentalmente capacitadas, diante seu grau de evolução, a apresentar-se como mentores de um médium, ou seja, são as únicas entidades que podem responder diretamente ao (Orixá de Cabeça) de um médium, sem desequilibrar a vida disciplinar dele. Os caboclos estão ligados a um determinado Orixá, respondendo diretamente a ele, a não ser em casos especiais, onde se precise de um reajuste cármico, assim passando-se a agir uma entidade, que tem um cruzamento vibratório, como por exemplo, um Ogum Rompe Mato, que pode atuar por Oxossi se for preciso. Assim, se na ancestralidade de um caboclo está o elemento fogo, quem o rege é Xangô; e se está o elemento mineral, quem o rege é Oxum, etc. E sua linha de trabalhos espirituais atuará no campo do Orixá que está dando amparo divino à atuação dos espíritos que se apresentam com o seu nome simbólico.

sexta-feira, outubro 24, 2014

Sobre Exu.

O que é Exu? e qual a diferença entre Exú Orixá e Exú de umbanda?

Exú orixá é um dos Deuses africanos que representa a dinâmica e o inicio de tudo, este Orixá tem varios nomes só diversificando de região o pais ao qual ele foi ou é cultuado. Veja os mais comuns ao qual este ser é chamado: Eleguá, Elebara, Bara (aquele que habita o corpo), Akesan (exú de ifá), Iangi (exú do inicio da criação), Ona...n (Exú senhor dos caminhos), Exú Tiriri (aquele que encherga tudo), este são apenas alguns de muitos nomes aos quais este Orixá é conhecido dentro da religião africana e também no Candomblé.

Conta uma das lendas que Exú Yangi fez parte da criação do mundo, tendo como papel de mensageiro de Deus (olodumare), asssim foi ordenado que viesse a terra para saber se ela já poderia ser habitada pelos seres humanos e os Orixás. Chegando aqui não quis mais voltar a Orun (ceú), então percebe-se que logo este orixá novamente foi o primeiro orixá e ser a chegar na terra, por isso ele é o primeiro a ser reverenciado no Culto como: Agrados, Matanças, Primeiro do Xirê (canticos), etc. As Cidades africanas que ele é mais cultuado são: Ekiti, Ketu (onde se tornou rei), Ondo, Inebu, etc.

O que é Exu de Umbanda?

Exú de Umbanda não é Exú Orixá. Por que? Exú na Umbanda são entidades ou espíritos de luz que tem por missão ajudar seus protegidos dando lhes orientação em forma de consultas de adivinhação, pois estes incorporados em seus mediuns respondem com a verdade aquilo que o consulente quer saber com a finalidade de lhe avisar de algum mal ou bem que esteja preste a acontecer, com o intuito de impedir algum mal ou lhe mostrar algum bem em seus caminhos (sua vida).

No Candomblé esses Exús que não são Orixás são conhecidos como Ecuru ou Ekuru (próprios Eguns ancestrais) que no Candomblé já pertencem a outro típico de culto, na Africa existe um culto típico somente para este tipo de espírito (O culto aos Eguns ou Elesé Egum). Então como podem ver

Exú Orixá não se manifesta em Giras de Exú na Umbanda, porém, algumas casas de candomblé cultuam Exús Ekurus (entidades), pois alguns devotos já vieram antes de se iniciar dentro do culto ao Orixá (candomblé) da religião da Umbanda, então ja traziam estas entidades que as vezes não querem deixar de dar suas consultas e orientações aos seus devotos. Casas de Santo como na nação de Angola tem por natureza cultuar essas entidades, mas hoje em dia é muito comum dentro do candomblé assentar estes Exús mo no Ketu, Jeje, Engenho velho, etc. Escute Pontos de Exú na Umbanda no final do artigo.

sexta-feira, outubro 17, 2014

Aprendendo Sempre: A bebida e a Comida na Umbanda

Segunda a história do Mestre Jesus na Bíblia Sagrada, um dia antes de sua prisão Cristo realizou uma ceia onde reuniu seus apóstolos proferindo as seguintes palavras:
Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 
(1 Coríntios 11:24)
Este cálice (vinho) é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
(1 Coríntios 11:25)



 Lendo estas belas passagens da Bíblia Sagrada, podemos entender em uma visão livre da Igreja Católica – e livre de qualquer Igreja que tem como base a Bíblia ou Cristo – que a Santa Ceia foi um ritual “Mágico” na qual Mestre Jesus ensinou aos apóstolos um ritual para que eles pudessem se conectar à força espiritual de Cristo que vos levaria a Deus.
Neste ritual, Cristo transforma o pão em sua carne e o vinho em seu sangue, ambos elementos sagrados que purificariam e uniriam seus apóstolos ao amor e fé do Mestre Jesus. Mas, olhando com atenção esse ritual, Cristo transforma simples alimentos em componentes mágicos, assim despertando o lado sagrado da vida, o lado sagrado do alimento, da bebida, da união.
Agora, com isso em mente, voltamos nossa atenção para os rituais de Umbanda e seus rituais tão criticados sem fundamento.
Temos as famosas e criticadas oferendas, na qual muito se fala em desperdício de alimento, que são oferecidas às Divindades (Orixás) para “n” motivos que os seres humanos necessitem no momento e, se assim posso me aventurar, associo as oferendas de alimentos ou as mesas feitas dentro dos Terreiros de Umbanda com alimentos que homenageiam os Guias como a Santa Ceia, pois o mesmo ato que Cristo teve ao consagrar aquele alimento aos seus apóstolos, também nós fazemos com os alimentos e bebidas em nossas oferendas; nós as consagramos aos Orixás, pedindo que irradiem suas energias vivas e divinas para que possam ser direcionadas em nossas vidas, nos trazendo paz, conforto, amor, entre outros sentimentos.
Mas também é importante frisar que toda oferenda ou mesa pode e deve sim ser aproveitada pela comunidade ou pelo Terreiro, assim não desperdiçando o axé ali imantado.
Da mesma forma que a oferenda foi associada à Santa Ceia, associo também a bebida que os Guias bebem com o cálice que Cristo ofereceu aos seus apóstolos.
No momento que Cristo oferece o vinho a todos, ele consagra e transmuta o vinho, virando assim uma bebida purificadora e assim também é nos Terreiros de Umbanda, pois quando um Guia pega seu copo e faz seus rituais de consagração, nesse momento aquela bebida deixa de ter um significado pejorativo e passa a se tornar um líquido mágico, composto por energias fortes, capazes de purificar energias densas internas tanto do médium incorporado como do consulente em atendimento.
Não quero causar discussões com esse texto, pois os Guias de Umbanda bebem por um fundamento já difundido na Umbanda e não porque Jesus o fez. As oferendas por si antecedem o nascimento de Cristo e sempre foram um ritual de agradecimento que hoje na Umbanda também já é fundamentada e bem difundida no meio.
O que quero passar nesse texto é que o julgamento entre as religiões e seus rituais são fúteis e sem base no estudo, pois facilmente podemos conectar pontos de rituais, doutrinas e crenças, como fizemos na história da Santa Ceia com o que acontece nos Templos de Umbanda.
Nós, umbandistas, somos cristãos, pois seguimos e admiramos os ensinamentos de Cristo e, além disso, respeitamos todas as religiões. Antes de criticar qualquer ritual de nossa religião, olhe e estude a sua religião, pois muito do que se fala pode ser uma inversão de valores.
                                      
                                                                                                                       Por Nikolas Peripolli

 
 

domingo, outubro 12, 2014

Cantando a Umbanda

Rita Ribeiro dispensa apresentações. Com seu album Tecnomacumba ela rompeu barreiras e preconceito e levou a Umbanda, os Orixás e os cultos afros para os palcos arrastando um enorme número de fans aos seus shows.
Suas canções, uma mistura dos pontos cantados nos terreiros e pura poesia nos faz mais orgulhosos da nossa raíz.
Nessa data tão linda, celebrando Oxum com uma linda apresentação.
Salve Rita Ribeiro!
 
 
 
 
 

terça-feira, outubro 07, 2014

Hoje é dia de festa - São Cosme e São Damião.

 
As festividades de São Cosme e São Damião são uma das maiores representações da presença da Umbanda no cotidiano dos brasileiros.
Por todos os cantos do país crianças recebem doces e brinquedos como prova de devoção e agradecimentos aos santos gêmeos, os Ibejis.
Eles representam a pureza, inocência e alegria típica das crianças.
Nos abençoam todos os dias com pequenas demonstrações de amor e afeto que trazem mais leveza ao nosso cotidiano.
Para nos tornarmos adultos precisamos primeiro ser crianças, aprender com nossos erros, ser inocentes, amar as coisas simples e ter um coração puro para perdoar todas as coisas.
Os eres, quando descem no terreiro nos lembram desse tempo, em que o importante era brincar e não se preocupar tanto com os problemas. Mas sem perceber eles ouvem, sentem e cuidam de todas as nossas preocupações e quando voltam para Aruanda, eles levam com eles nossos problemas, nos deixando no lugar um coração leve e cheio de esperança.
Salve a Ibeijada!

 
 
Aldeia toda enfeitada e pronta para festejar as crianças da Umbanda.

Balões e bandeirolas e muita cor.

Os balões vão pro céu levando nossos pedidos e agradecimentos.

A alegria dos eres contagia o ambiente.

Na Nova Zelândia a Aldeia também estava pronta.

Enfeitada para as crianças.

 
E as crianças também vieram pra brincar.

E mais balões foram pro céu lá também.

quinta-feira, setembro 11, 2014

Sacramentos da Umbanda - Funeral

Morte e Vida Umbandista - crença pós-morte e funeral na Umbanda.

Em novembro, temos tradicionalmente o Dia de Finados (ou Dia dos Mortos), data que tem todo um significado religioso para os cristãos. Porém, devido ao sincretismo presente na Umbanda, esta data também nos têm grande importância: é quando louvamos a força do Divino Orixá Omulu, Senhor da Morte e das transições no Universo.
De forma geral, a Umbanda, em sua doutrinação se apega intensamente na vida, ou seja, em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, garantir um bom lugar nas esferas espirituais. Hoje, vou comentar sobre a visão de morte e a importância da mesma sendo que cultuamos uma divindade regente deste Sentido da Vida.
Para a Umbanda, a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, passagem encarnatória; após o ato de morte física do ser desencarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumulada durante a passagem no corpo físico. Aqui, no plano físico, estamos numa esfera neutra ou mista, onde tudo se encontra, sem distinção. Já no plano astral, os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais. Logo, se vibras ódio, um lugar com seres odiosos será sua morada; se vibras o amor, sua morada será um lugar agradável. É como diz Saint Exupéry em sua obra O Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” , e é exatamente isto, nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós-morte.
Então, nada se acaba com o fim da vida física. Quando o corpo perece, este é o fim de uma etapa e o inicio de outra. Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual. Assim ocorre também com o inverso, ou seja, quando reencarnamos, “morremos” para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.  O umbandista deve se preocupar com o que cria na sua vida, pois já pode desconfiar do resultado no desencarne.
A Umbanda não crê em ressurreição, como não crê num Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho, uma vez que ela prega a transcendência individual que cada ser deve alcançar, ninguém fará nada por ninguém, cada qual com seu quinhão. No entanto, a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.
No Dia de Finados é fundamental que o umbandista, ao realizar o culto ao Divino Orixá Omulu, vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes desencarnados, solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos, pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este resgate e aquele que já estiver em situações privilegiadas então se sentirá gratificado pelas vibrações, além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.
O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que o mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a este Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa vida como, por exemplo, no fim de um relacionamento amoroso, quando há o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração deste Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais. Também posso citar mudança de emprego, de moradia, fim de amizades, etc, sempre em situações principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos é esta vibração divina que se faz presente na vida dos envolvidos.
Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na cerimônia fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos.
Cito aqui um procedimento, conforme ensinado por Rubens Saraceni no livro “Doutrina e Teologia de Umbanda” da Editora Madras, a seguir faço um comentário:
O funeral umbandista é dividido em duas partes: purificação do corpo e do espírito, que acontece somente com a presença do Sacerdote, ajudante e um parente e depois a cerimônia social para encomenda do espírito realizada no velório e no túmulo.  Ainda no necrotério,  antes de vestir o corpo do desencarnado, o Sacerdote procede com alguns atos como:
- Purificação do corpo com incenso: Primeiro ato para a purificação energética do corpo físico e do espírito que na maioria das vezes ainda está próximo ao corpo. Caso não esteja, o corpo é seu endereço vibratório e onde estiver o espírito o mesmo receberá esta purificação. As ervas queimadas na brasa propagam através do ar suas qualidades purificadoras e imantadoras do espírito;
- Purificação do corpo com água consagrada: É o mesmo que água benta; neste momento cria-se uma diluição de qualquer energia material ainda presente no corpo e no espírito do desencarnado;
- Cruzamento com a pemba consagrada: Neste ato se faz uma cruz na testa, garganta, peito, plexo, umbigo e costas das mãos e pés para desligar qualquer iniciação ou cruzamentos feitos na encarnação desobrigando o espírito a responder aos iniciadores do plano físico, desta forma se neutraliza;
- Cruzamento com óleo de oliva consagrado: Repete o ato de cruzamento acima e também cruza o ori (coroa) para que libere do chakra coronário qualquer firmeza de forças purificando o espírito e o livrando de qualquer chamamento por alguém que se acha superior querendo prejudicar o desencarnado;
- Aspergir com essências e óleos aromáticos: Aspergir todo o corpo para criar uma aura positiva e perfumada em volta do espírito, protegendo-o de qualquer entrechoque energético;

Esta é a primeira parte do funeral. Após isto o corpo será vestido e levado ao velório. Então, momentos antes do enterro, é ministrada a cerimônia fúnebre de encomenda do espírito:
- Apresentação do Falecido: Alguma pessoa escolhida irá ministrar algumas palavras positivas sobre a vida e a pessoa do desencarnado;
- Palavras sobre a missão do espírito que desencarna: Explicações do Sacerdote sobre a vida eterna e o conceito de pós-morte;
- Prece ao Divino Criador Olorum (Deus);
- Canto a Oxalá: O Sacerdote com a Curimba entoa uma música em louvor a Oxalá, caso o desencarnado seja umbandista;
- Hino da Umbanda;
- Canto a Obaluayê: Orixá das passagens é louvado para que receba e encaminhe o desencarnado;
- Canto ao Orixá Regente do desencarnado: Caso seja umbandista;
- Despedida dos presentes na cerimônia: Os presentes se despedem do falecido;
- Fechamento do Caixão;
- Transporte do corpo ao cemitério;
- Enterro do corpo: Após o caixão ser colocado na cova, o Sacerdote assopra uma fina camada de pó de pemba consagrada para proteção etérica do desencarnado e após isto se cobre com a terra;
- Cruzamento da cova onde o falecido foi enterrado: Após o túmulo ser fechado, o Sacerdote cerca o mesmo com pó de pemba criando um círculo protetor à sua volta e acende quatro velas brancas formando uma cruz, sendo uma na cabeça do tumulo, outra no pé, outra na esquerda e outra na direita. Este procedimento é para garantir a proteção do corpo e do espírito para que não seja profanado por espíritos malignos.
Este ritual não deve ser envolvido de tristeza e sim de alegria, pois o desencarnado está retornando para o plano eterno fora das ilusões e poderá retomar sua evolução de forma consciente se assim estiver preparado.
Irmãos minha intenção neste texto era exaltar a força de Pai Omulu e promover uma reflexão sobre a ideia de morte na Umbanda.
Viva a Vida e a Morte!
Salve Pai Omulu!
Saravá!
* Este texto é resumo de um seminário apresentado na Universidade do Sagrado Coração de Bauru (SP).
* O ritual de funeral apresentado é ensinado por Rubens Saraceni no curso de Sacerdócio Umbandista e multiplicado pelos Colégios coligados, e pode ser encontrado no livro “Doutrina e Teologia de Umbanda” da Editora Madras.

domingo, agosto 10, 2014

Aprendendo Sempre - Os Cambones

Cambone é uma atividade exercida nos terreiros de Umbanda e que merece uma atenção especial dada a sua importância como auxiliar das entidades, dos médiuns e dos dirigentes do Terreiro.
Como auxiliar das entidades, cabe ao cambone ser o interprete da mensagem entre a entidade e o consulente, além de um defensor da entidade e da integridade física do médium. Cabe a ele cuidar do material da entidade, orientar o que acontece em sua volta e também ajudar o entendimento do consulente, pois a linguagem do espírito nem sempre é entendida, mas ao cambone fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do espírito que ele serve.
Por outro lado a posição do cambone nem sempre é confortável pois algumas vezes cabe a ele fiscalizar também o comportamento da entidade que, se por uma razão ou outra, fugir da normalidade deve imediatamente avisar a direção do terreiro. O limite da intimidade do consulente com o espírito ou o médium deve ser fiscalizado pelo cambone para evitar mal entendidos e desajustes de informações. Finalmente ao cambone é dada uma oportunidade especial de conhecer mais a Umbanda e a forma das entidades trabalharem porque seu contato é direto. Como o cambone tem como obrigação ouvir o que o espírito ouve e fala, seu conhecimento, em cada consulta, aumenta consideravelmente.
Quando eu comecei na Umbanda fiz questão de ser cambone e desempenhei esse papel durante muito tempo e posso afirmar que até hoje ele tem uma importancia direta no meu comportamento como médium e Pai de Santo.
Apenas como informação a quem quiser, estamos divulgando um aviso aos cambones do Terreiro do Pai Maneco elaborado pela Mirtes Rodrigues, responsável como assistente dos cambones na gira que dirijo.

Funções

  • Servir a entidade e ao médium
  • Colaborar material e espiritualmente com o médium e com a entidade, antes, durante e depois do trabalho.
  • Orientar o consulente quando não entende, banhos, entregas, novas consultas, vibrações e o que for necessário.
  • Prestar muita atenção na consulta, para não ser infringida nenhuma regra ou regulamento da casa, e notando alguma anormalidade deve ser comunicado a chefe de cambono ou à hierarquia e, conforme o caso, o pai-de-santo.
  • Deve apresentar honestidade e sigilo absoluto, não devendo nunca contar a ninguém o teor das consultas.
  • Não pode incorporar quando está atendendo a uma entidade, exceto quando autorizado pela entidade a quem estiver servindo.

Antes e durante os trabalhos:

  • Levar todo material da entidade para seu respectivo lugar no terreiro (pemba, velas, ponteiros, bebida, fósforo, tabua, charutos, palheiros, cigarros, ervas, e eventuais outros materiais)
  • Servir a  entidade em tudo que ela precisar.
  • Não deixar de ouvir, mesmo que por solicitação do consulente, as consultas feitas às entidades e as respostas por elas dadas. Em caso de determinação da entidade para se afastar durante uma consulta, avisar imediatamente o pai-de-santo ou a entidade que nele estiver incorporada.
  • Durante a vibração, ficar atento à entidade e ao trabalho que ela realiza, sem contudo ser necessário ficar ao lado da entidade, a não ser que a mesma solicite.
  • Autorizado o atendimento, enquanto risca o ponto e firma seu trabalho, fornecendo-lhe os materiais necessários.
  • Conversar com a entidade quanto ao numero de consultas e o tempo disponível, sendo que ele não pode dizer para ao consulente.

Após os atendimentos:

  • Conversar com a entidade, pedindo orientações quanto ao destino das sobras de material utilizado.
  • Levantar o ponto riscado da seguinte forma: retirar ponteiros, velas e outros materiais do ponto, e jogar cachaça sobre o ponto riscado, em forma de cruz, e com as mãos, apagar o ponto riscado. Depois pode retirar do local e limpar na torneira da pia com água.
  • Guardar e recolher o material, deixando o local limpo.

Orientações gerais:

  • Ao se locomover pelo ambiente do ritual não furar nem costurar a corrente, evitando bater nos médiuns.
  • Ao afastar-se da função, seja por um período ou não, auxiliar o novo cambono, passando orientações a respeito do trabalho com as entidades.
  • Não aproveitar-se da função para fazer consultas em nome de parentes, amigos, sobrecarregando o trabalho das entidades.
  • Não manter diálogo com  assistência.
  • Qualquer dificuldade em orientar os consulentes, pedir auxilio a hierarquia
  • Não atrapalhar o encerramento dos trabalhos levantando o ponto ou guardando os materiais.
  • Durante a abertura e encerramento dos trabalhos, todos devem estar na corrente.

Cambones:

  • Servir também é um aprendizado.
  • O trabalho do cambone  é tão importante quanto ao do médium e entidade.
  • A responsabilidade mediúnica do cambone é tão importante quanto a de qualquer outro médium.
  • O médium que camboneia, não atrapalha seu desenvolvimento. A experiência como cambono lhe é importantíssima no aprendizado.
  • Orientar a entidade quanto aos cuidados com o médium.
  • Avisar de qualquer situação constrangedora a hierarquia.
  • Levantar o perfil das entidades, visto que quem esta de fora, tem maior percepção e entendimento da entidade.

quarta-feira, julho 02, 2014

Cantando a Umbanda

Cantar pros Orixás não está limitado só aos terreiros, tendas, centros e templos.
Principalmente quando é com tanta paixão e alegria como o Monobloco canta.
Saravá os Orixás!

quarta-feira, junho 25, 2014

Xangô - Rei da Umbanda



Xangô é o Orixá dos reis, dos justos e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com sabedoria, justiça e poder.
Este Orixá é vaidoso, violento e atrevido. Gosta de festas e comemorações. É o Orixá do raio e do trovão, o seu elemento é a pedra.
No sincretismo os africanos o ligaram a São João Batista a São Pedro e a São Jerônimo.

Conforme a região do Brasil, Xangô é sincretizado a um destes três, em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, a dois simultaneamente (São João Batista comemorado a 24 de junho e São Jerônimo comemorado a 30 de setembro).
Seu dia na semana é a quarta feira sua cor na Umbanda é o marrom.
Na mitologia romana é Júpiter, o pai e mestre dos deuses, para os gregos é Zeus, aquele que usava seus raios para punir os mortais, esta correspondência pode ser feita pelo poder supremo que ambos encarnam.
No Tarô há uma lâmina que contém o principal arquétipo de Xangô, é a Justiça representada pelo arcano VIII, que é quem encarna a recompensa justa, a distribuição do prêmio e do castigo. A espada de ouro que a justiça carrega assim como o Orixá em sua representação simboliza as lutas necessárias para se conseguir o equilíbrio, que a balança na outra mão indica ser possível.
A palavra de Xangô é a Justiça
 
O Físico e o Temperamento
 
O filho de Xangô não costuma ser muito alto, tem tendência a calvície e seu porte é altivo transmitindo vigor e sensualidade.
Gosta de comer e beber bem, é um apreciador das coisas boas da vida e gosta de compartilhar tudo com aqueles a quem estima, pois faz parte de sua natureza agradar os amigos.
A ambição do filho de Xangô é enorme, desde jovem ele procura o sucesso e a fortuna, mas às vezes gasta as suas energias em atividades que não são as mais indicadas, nestas ocasiões deve ser deixado à vontade, pois é através dos erros e tentativas que vai encontrar sua vocação.
É difícil um filho de Xangô admitir que esteja errado, ele é inflexível e intratável quando contrariado. Seus inimigos serão tratados com rigor e ele fará tudo para desacreditá-los frente aos outros. Mas por maiores sejam as provações que ele tenha que passar haverá sempre uma sorte fantástica a protegê-lo que o anima e encoraja a prosseguir.
Apesar de autoritário a bondade do filho de Xangô é grande, ele concilia severidade com justiça, exigência com reconhecimento, cobrança com recompensa.
Um dos seus defeitos é a falta de criatividade, já que ele não é muito bom para inventar, prefere aperfeiçoar o que já foi criado. É franco, não esconde seus sentimentos, não finge nem dissimula. Sua franqueza faz com colecione alguns inimigos durante a vida, o que não o impede de continuar agindo desta forma.
As emoções desta pessoa são variáveis. Por vezes é orgulhoso, impulsivo, mutável, rebelde. Noutras ocasiões é cortês, generoso e diplomata.
Alguns seguem o caminho da filosofia e teologia, mas a grande maioria deles prefere usufruir apenas da vida material.
Os filhos de Xangô têm boas aptidões para ganhar dinheiro, mas também tem grande capacidade de gastá-lo. Esbanjam com bens pouco duráveis, sem preocupação de criar um patrimônio sólido que o garanta na velhice.
Sua capacidade de aprendizagem está mais ligada aos aspectos práticos do que aos teóricos. Adquire conhecimentos que lhe sejam úteis no desempenho de suas atividades e é muito rápido nisto. Mas não será o pai de uma criação totalmente inovadora.
 
Amor e Casamento
 
O filho de Xangô não gosta de pessoas pessimistas, ele quer alguém ativo e dinâmico, com vontade de manter a relação nova sempre.
Se você é incomum, estimulante, sempre notada ou notado quando entra em uma sala, terá grande possibilidade de ser escolhido(a) por ele(a), pois é o filho de Xangô quem escolhe o seu par.
Encantador e envolvente sabe conquistar, mas o desafio da conquista pode fazer com que ele (a) use a pessoa sem se preocupar com os sentimentos dela. A competição para ele é importante e vencê-la mais prazeroso ainda, o problema é que ele(a) não sabe o que fazer com o troféu e sentir por causa disto frustração no amor.
Para manter um relacionamento estável com o filho(a) deste Orixá é necessária boa harmonia mental, bom humor, perspicácia e sensibilidade. A vida tem que ser levada com diversão e inovação bem dosadas. O filho de Xangô nem sempre é fiel a companheira, mas sempre se mantém fiel ao casamento, esta instituição e sua função legal e social são extremamente respeitadas por ele.
Discussões e desentendimentos são comuns numa ligação com um(a) filho(a) de Xangô, ele não gosta de ser cobrado ou vigiado, embora considere seus esses direitos, é zeloso com o que considera seu e não aceita traições.
Quando mais maduro e vivido torna-se muito mais estável e sincero, é nesta fase da vida que suas relações tornam-se duradouras.
 
Trabalho e Dinheiro
 
Sua vida profissional começará cedo, tem a sua disposição carreiras que o coloquem em contato com o público, tais como, vendas, política, advocacia e tudo que seja ligado à justiça, mercado financeiro e administração de bens de terceiros também lhe cabem.
Mas, qualquer que seja a atividade ele(a) lutará pra ter reconhecimento e destaque.
Embora seja desorganizado é exigente e rigoroso com seus comandados, que geralmente são leais e produtivos, pois apesar de sua severidade sabe como premiar e motivar aqueles que rendem bem. É crítico, mas faz as suas observações abertamente e com a mesma sinceridade com que critica distribui elogios a quem os mereça.
Não gosta de projetos a longo prazo pois se impacienta com a espera por resultados, é honesto, esperto e rápido, mas sempre fará tudo as claras, cumprindo sempre com sua palavra.
O filho de Xangô é protegido pela sorte com S maiúsculo, quando tudo parece dar errado no fim o sucesso baterá a sua porta. O problema para ele é saber conservar o que conquista, já que gasta demais com coisas que não constituirão reserva patrimonial.
 
Saúde
 
As áreas mais sensíveis para um filho de Xangô, aquelas que ele precisa atender para não ter problemas de saúde são: os quadris, os pulmões, o fígado e os intestinos.
A estafa por excesso de serviço pode comprometer e muito seu desempenho profissional, seus hábitos alimentares também comprometem sua saúde fragilizando seu fígado e intestinos.
Esses desequilíbrios alteram seu desempenho profissional, seu temperamento otimista e entusiasmado, tornando-o pouco inspirado em suas ações e impaciente com a família.
 
O Homem de Xangô
 
Este homem é um entusiasmado e idealista, tem capacidade de reunir uma multidão em seu redor, seu otimismo cativa as pessoas e as estimula. Cedo se tornará independente de sua família. Trabalhando muito com honestidade conquistará tudo o que merece amparado pela sorte com que seu Orixá lhe abençoa.
Quando as coisas não saem como ele deseja, não se deixa prender pelo desânimo, mesmo tendo que alterar seus planos iniciais, não deixa de acreditar que tudo vai mudar para melhor e quase sempre muda mesmo!
Sua franqueza lhe traz inimizades ou provoca situações embaraçosas, mas ele nunca fala para ferir. Ser franco em excesso é um defeito que deve ser considerado por ele.
Gostam das florestas, dos rios, das montanhas e dos desertos. As pedras são o elemento do qual ele pode se servir para recuperar as forças.
As extravagâncias deste filho estão ligadas ao seu prazer em usufruir das coisas boas que a vida lhe oferece. Convém a ele equilibrar suas despesas com poupança, pois é comum o filho de Xangô ser obrigado a viver uma velhice muito mais modesta do que sua vida na juventude. Manterá quando maduro e na velhice uma aura de juventude, pois conservará seu otimismo através dos anos.
 
A Mulher de Xangô
 
Excelente companheira, com forte tino comercial, amante da natureza e da vida ao ar livre, atende sua casa com competência e é uma fonte renovadora com seu eterno positivismo.
Ao contrário dos homens de Xangô, as mulheres regidas por esse Orixá são muito fiéis no amor. Tem paixões honestas e rápidas, mas quando se decide por um companheiro será de uma lealdade a toda prova. Seu companheiro deverá compartilhar com ela sua alegria de viver, a vida ao lado dela é bastante movimentada, com atividades sociais e esportivas bastante intensas.
É sincera, mas nem sempre suas observações são cautelosas, fala sem pensar e isto pode lhe criar situações embaraçosas já que alguém poderá se sentir ofendido com comentários impensados, porém nunca intencionais.
Com o tempo e a maturidade aprenderá a ser mais diplomática e a medir mais suas palavras.
De personalidade forte e independente a mulher filha de Xangô, não gosta de ser mandada, às vezes precisa de um pulso firme para ser controlada.
De temperamento sincero e ingênuo pode ser vítima de desilusões desde cedo, o que forjará uma atitude de desconfiança em relação aos homens.
Detesta serviço doméstico, mas será boa dona de casa, pois odeia mais desorganização e sujeira, um ambiente limpo e bonito a faz se sentir muito bem.
Com os filhos é mais companheira que educadora, dela eles recebem estímulos, aprenderão a ser francos, otimistas e honestos, mas sua disciplina deixará a desejar.