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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

CABOCLOS - Parte 02



Como, por exemplo: - Linha de Caboclos Sete-Montanhas, regidos por Xangô, - Linha de Caboclos Sete-Espadas, regidos por Ogum e assim por diante.A última religião de um espírito pouco importa, pois na Umbanda ele reverenciará os Orixás aos quais já servia, só que com outro nome. Afinal, Deus é único, o Trono regente do nosso planeta em seu todo também é único. E os quatorze Tronos Planetários Naturais (os nossos Orixás) também são únicos, ainda que sejam cultuados com muitos nomes.Embora existam diferenças entre os nomes encontrados para as entidades, em relação as suas Vibrações Originais, apresentamos a seguir uma relação:

Caboclos de Ogum:
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, Rompe-Ferro, Rompe-Aço.
Caboclos de Xangô:
Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Jaguar, Rompe-Serra, Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur.
Caboclos de Oxossi:
Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, Folha Verde, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas.
Caboclos de Omulu:
Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, Iucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d’água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania.
Caboclas de Iansã:
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira.
Caboclas de Iemanjá:
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente
Caboclas de Oxum:
Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê. 
Caboclas de Nanã:
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassu. 
Divisão e Falanges
Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas vibrações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua.
Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxossi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porém em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, também é preciso falar que existem os chamados cruzamentos vibratórios em que uma entidade de Ogum, por exemplo, podem trazer também as forças de outro orixá, como Ogum Yara que além das forças de Ogum, movimenta também as forças dos Orixás das águas, como Yemanjá, Oxum etc. Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxossi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxossi.

Vejamos alguns exemplos de Caboclos de Oxossi: Caboclo Sete Flechas, Caboclo Folha Seca, Caboclo Pena Vermelha, Cacique das Matas, Caboclo Cobra-coral, Cabocla Jurema, Cabocla Jacira, Caboclo Ventania, Caboclo Caçador e outros.
Na linha de Ogum temos: Ogum de Lê, Ogum Beira-mar, Ogum Matinata, Ogum Sete Ondas, Caboclo Biritan, Ogum Megê, Ogum Sete Espadas e mais uma plêiade de espíritos que vêm sob essa vibração.
Entre os caboclos de Xangô temos muitos caboclos famo­sos, como Caboclo das Sete Pedreiras, Caboclo Vira-mundo (que vem como Xangô ou Oxossi), Xangô Kaô, Caboclo Pedra Branca, Caboclo da Pedra Preta etc.
Para citar alguns da linha de Oxalá, que dificilmente baixam, temos Caboclo Ubiratan, Caboclo Girassol, Caboclo Ipojucan, Caboclo Guaracy e Caboclo Tupi. Esses caboclos, normalmente, vêm fazendo cruzamento vibratório com outros orixás, especialmente com Oxossi.Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores.
Influência, ação e função na Umbanda
Os caboclos constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de cura através de ervas e simpatias, pois são profundos conhecedores das ervas medicinais e de suas propriedades espirituais, assim como suas propriedades terapêuticas para o tratamento de muitos males, desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, repressão a espíritos malévolos, principalmente eguns, demandas materiais e espirituais, são grandes passistas e os resultados de seus trabalhos aparecem muito rapidamente.
      
                                                                                                 por Débora Caparica

quarta-feira, abril 02, 2014

Cantando a Umbanda

Martinho da Vila, grande cantor e compositor com mais de 45 anos de carreira, sempre ligado a religiosidade afro. Sempre com muito orgulho e respeito.
Essa canção, praticamente uma gira completa é uma louvação de fé aos nossos Orixás.
Imperdível.

Saravá!

quarta-feira, julho 27, 2011

Nanã Buruquê


Nanã Buruku, Nanã Buruquê ou simplesmente Nanã, é a Orixá feminina mais velha de todas.
Nanã usa as cores lilás, roxo e violeta em suas roupas, velas e objetos.
Suas comidas são, feijão branco ou fradinho, batata doce roxa, peixe, milho branco e arroz. Nanã bebe água, champagne ou vinho branco.
Alfavaca, assa-peixe, alfazema, quaresmeira, maria preta e palha da costa são suas ervas.
Nanã é a Orixá dos mortos, sua morada é o mangue, o brejo, o alagado todos os lugares onde a água e a terra se tornam um só, pois o barro seria o princípio da humanidade.
Sua saudação: “Saluba Nanã Buruquê”, significa: “Nos refugiamos com Nanã da morte ruim”. Mas ela não tem aspecto negativo, apenas se utiliza energias ligadas às almas, portanto mais densas e pesadas.
Nanã é sincretizada com Santa Ana ou Nossa Senhora de Santana, é personificada como a avó, protetora de crianças e educadores. No dia 26 de julho rendem-se festas em sua homenagem.


Nossa Senhora de Santana

Nas suas giras costumam incorporar suas mensageiras ou Caboclas, espíritos que trabalham com ligação direta à sua energia. Quando incorporada Nanã normalmente permanece curvada, pode emitir pequenos sons, sejam de choro ou algo parecido com um canto, dificilmente dançam, e quando isso ocorre acredita-se que é devido a grande satisfação e alegria da divindade. Nanã pode ter nas mãos flores que lhe são dadas, estas são abençoadas e devolvidas para que permaneçam no Congá até que murchem.
Seus pontos cantados costumam falar de sua ligação com Omolu também Orixá dos mortos, e de sua calma e paciência para resolver as coisas.

São flores Nanã, são flores,
são flores Nanã Buruquê.
São flores Nanã são flores,
de seu filho Obaluaiê.
Nas horas de agonia
ele sempre vem me valer,
É seu filho Nanã, é meu Pai
É ele Obaluaiê

Sua louvação é feita por todos curvados, respeitando sua velhice e conhecimento. A Nanã deve-se muito respeito e cuidado pois é um dos Orixás de culto mais complexo e trabalhoso, seu temperamento é ríspido e exigente, devendo-se sempre tomar cuidado com brincadeiras ou pouco caso, atitudes nada aprovadas por Nanã.
O culto de Nanã não é tão popular como o de Ogum ou Iemanjá, mas Nanã está presente em praticamente todas as casas, ao menos recebendo louvações.


Arquétipo de seus Filhos

Nanã Buruquê é o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência, dignidade e gentileza. Das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade a sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam de crianças e educam-nas, talvez, com excesso de doçura e mansidão, pois tem tendência a se comportarem com a indulgência das avós. Agem com segurança e majestade. Suas reações bem-equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça. *

Fator: decantador.
No positivo: são calmas, conselheiras, orientadoras, religiosas, emotivas, muito simpáticas.
No negativo: são intratáveis, ríspidas, tagarelas, fuxiqueiras, vingativas, perigosas.
Apreciam: a boa mesa, companhias falantes e alegres, reuniões familiares e religiosas, pessoas que lhe dediquem afeto e respeito, vestes coloridas.
Não apreciam: pessoas egoístas, mesquinhas ou geniosas, festas ou reuniões agitadas, crianças peraltas, roupas espalhafatosas, desperdício e pessoas preguiçosas e exibicionistas.

* Trecho retirado do livro “Orixás” de Pierre Verger, 1996.
Por Thiago Sá